Brasil pode ganhar novo feriado nacional em 2022

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O primeiro passo para a criação do novo feriado nacional foi dado na última quinta-feira, 18, pela Comissão de Educação, ao aprovar o projeto de lei (PL 4.028/2019). A proposta segue para análise na Câmara dos Deputados, se não houver recurso para votação em Plenário.

Durante a tramitação do projeto na Comissão de Educação, foi apresentada emenda para sugerir uma nova data: o dia 13 de outubro –data em que a religiosa foi canonizada pelo papa. O relator do projeto, entretanto, resolveu adotar o 13 de agosto –data em que Maria Rita de Sousa Brito Lopes Pontes recebeu o hábito das Irmãs Missionárias em Salvador (BA) e passou a adotar o nome de Irmã Dulce, em homenagem à mãe, em 1933.

O projeto de lei pretende inscrever no Livro dos Heróis da Pátria – depositado no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, na Praça dos Três Poderes em Brasília – o nome de Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes, mais conhecida como Irmã Dulce. Nascida em 26 de maio de 1914, em Salvador, no Estado da Bahia, Maria Rita foi a segunda filha do dentista Augusto Lopes Pontes, professor da Faculdade de Odontologia, e de Dulce Maria de Souza Brito Lopes Pontes.

Em 08 de fevereiro de 1933, logo após a sua formatura como professora, Maria Rita entrou para a Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, na cidade de São Cristóvão, em Sergipe. Em 13 de agosto do mesmo ano, aos dezenove anos de idade, recebeu o hábito de freira das Irmãs Missionárias e adotou, em homenagem à sua mãe, o nome de Irmã Dulce. A primeira missão de Irmã Dulce foi ensinar em um colégio mantido pela sua congregação, no bairro de Massaranduba, na Cidade Baixa, em Salvador.

A vocação da freira, no entanto, era dar assistência aos desfavorecidos. Em 1935, passou a trabalhar com a comunidade pobre de Alagados, conjunto de palafitas consolidado na parte interna do bairro de Itapagipe. Nessa mesma época, voltou sua atenção, também, aos operários, que eram numerosos naquele bairro, criando um posto médico e instituindo, em 1936, a União Operária São Francisco – primeira organização operária católica do Estado.

A importância social da atuação da freira baiana é proclamada nacional e internacionalmente. No Brasil, Irmã Dulce é personalidade conhecida e respeitada, cuja vida já foi contada em livros, na televisão e no cinema. Em 1988, foi indicada pelo então presidente da República José Sarney, com o apoio da Rainha Sílvia, da Suécia, para o Prêmio Nobel da Paz. O próprio Papa João Paulo II, em sua primeira visita ao Brasil, em 1980, ao tomar conhecimento da obra da freira baiana, pediu-lhe pessoalmente que mantivesse o seu trabalho com os pobres.